Ao contemplarmos a belíssima constelação de Orionte (ou Orion), podemos observar uma estrela vermelha que, segundo os
árabes, correspondia ao “ombro do gigante”, dado que eles chamavam a esta constelação de “o Gigante”.
Esta estrela é Betelgeuse, a segunda estrela mais brilhante da constelação (visto da Terra), também é conhecida por
Alpha Orionis segundo a classificação de Bayer.
A constelação de Orionte possui muitos outros motivos de interesse, tal como a famosa nebulosa M42 ou as chamadas “Três Marias”, um pequeno grupo de 3 estrelas dispostas quase em linha recta aproximadamente no centro da constelação.
Mas voltemos a nossa atenção a Betelgeuse. Esta
estrela é uma supergigante vermelha, provavelmente já no fim de sua vida. A massa desta estrela é de cerca 14 vezes superior
à do Sol, e seu diâmetro é variável (entre 500 e 900 vezes o diâmetro do Sol) bem como o seu brilho, sendo que tem em média
uma magnitude aparente próxima de +0,5. Na sua superfície a sua temperatura é relativamente baixa tal como qualquer estrela
vermelha, Betelgeuse possui uma temperatura cerca de 3.500 K.
Para além do Sol, Betelgeuse foi a primeira estrela a ter a sua superfície fotografada. É de facto muito difícil conseguirmos uma fotografia da superfície de uma estrela devido às distâncias que elas estão de nós, porém tal foi possível com Betelgeuse por causa das suas enormes dimensões.
Segundo a opinião de um grande número de astrónomos, esta estrela poderá explodir em breve, ainda que não se saiba quando ao certo, tornando-se numa supernova. Dada a sua distância, cerca de 430 anos-luz, tal não deverá de causar danos à vida na Terra, porém no céu o brilho desta supernova poderá ser equivalente à luz da Lua Cheia sendo mesmo visível durante o dia.