Comecemos pelo primeiro caso: o que são novas?
As novas produzem-se em sistemas binários de estrelas, em que uma dessas estrelas é uma estrela compacta, normalmente uma anã
branca, ou, excepcionalmente, uma estrela de neutrões. Devido à força gravítica, muita matéria da sua companheira é
transferida para a estrela compacta, até que a dada altura essa mesma matéria transferida sofre uma “combustão” nuclear dando
origem à explosão da nova. Num curto período de tempo, por vezes menos de um dia, o brilho da nova aumenta muitos milhares de
vezes, sendo que ao longo dos meses seguintes acaba por voltar à sua luminosidade inicial. Existem casos de novas recorrentes,
que produzem explosões a intervalos irregulares na ordem das dezenas de anos.
O que são supernovas?
Supernovas são explosões de estrelas gigantes, com massa de pelo menos 10 vezes a massa do Sol, quando estas chegam ao fim
das suas vidas. Quando a explosão se produz, o brilho aumenta vários milhões ou até mesmo milhares e milhões de vezes, brilho
esse capaz de igualar o brilho de uma galáxia inteira com os seus muitos milhões de estrelas. Uma grande parte da massa da
estrela é projectada no espaço no momento da explosão, por vezes chega mesmo a acontecer a destruição total da estrela.
A última supernova a ser observada na nossa galáxia foi em 1604. Sendo que a última supernova a ser vista a olho nu foi em
1987 e ocorreu numa galáxia satélite da Via Láctea, a Grande Nuvem de Magalhães.